2020-09-17

A presença do louco mais ilustre da tradição literária europeia na Guerra dos Trinta Anos

Entre a ficção histórica e o poder da magia, Daniel Kehlmann situa uma lenda do folclore medieval alemão no ambiente da Guerra dos Trinta Anos, numa obra carregada de emoções fortes e um humor brilhante.

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Uma lenda do folclore medieval alemão, um dos loucos mais ilustres da tradição literária europeia, um artista e um bobo. Daniel Kehlmann pega nesse personagem e transporta-o para um cenário de guerra e um acontecimento que marcou a Europa no século XVII. Tyll – O Rei, o Cozinheiro e o Bobo é um romance monumental, numa invulgar fusão entre a ficção histórica, o picaresco e o realismo mágico. Chega às livrarias a 18 de setembro.

 

Na Alemanha do século XVII, numa aldeia como qualquer outra, um rapaz esquelético tenta equilibrar-se em cima de uma corda esticada entre duas árvores. Tenta. Cai. Volta a tentar e torna a cair. Sem saber, aquele treino e aquelas quedas estão a prepará-lo para uma vida de desafios. Entre campos de batalha e cortes reais, junto do povo doente e a morrer à fome, o rapaz cresce e descobre diferentes pontos de vista sobre a mesma guerra e os mesmos episódios.

 

O romance entra no palco da Guerra dos Trinta Anos, com Tyll no campo de batalha, mas também nas minas e nos tribunais, um saltimbanco de aldeia em aldeia, um acrobata e um bobo, entre nobres obesos, caçadores de bruxas e rainhas intrigantes.

 

Pautado por uma humanidade tocante, o novo romance de Daniel Kehlmann põe a nu a guerra e os seus efeitos devastadores, a fome e a doença, as lutas do povo e as perdas dos nobres. Mas a obra é também caracterizada pelo humor, ao estilo dos Monty Python, na forma como trata as hierarquias, o poder dos homens e acontecimentos rocambolescos.

 

Finalista do Booker International Prize 2020, Tyll – O Rei, o Cozinheiro e o Bobo é considerado o magnum opus de Kehlmann, um dos romancistas alemães de maior sucesso no pós-guerra.

 

«Um exercício magistral, uma obra de grande imaginação e um perfeito controlo artísticoIan McEwan

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