2021-10-14

Como Hitler usou a «ciência» para justificar as Leis de Nuremberga

Na senda de A Fuga dos Nazis e Hitler Morreu no Bunker?, o antigo correspondente do Médio Oriente Eric Frattini volta a insistir na denúncia do racismo de Estado da Alemanha Nazi no seu mais recente livro, Ahnenerbe: Os Cientistas de Hitler, que chega hoje às livrarias, com tradução de Rita Custódio e Àlex Tarradellas.

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Declarada organização criminal em 1946, a Ahnenerbe, ou Sociedade para a Investigação e Ensino da Herança Ancestral Alemã, era a divisão «científica» do Terceiro Reich – apoiada por Adolf Hitler e dirigida por Heinrich Himmler, sob a alçada das SS –, usada para validar a ideologia nazi e as Leis de Nuremberga. Neste livro, Eric Frattini explica o que foi a Ahnenerbe, por que se criou e como foi possível o patrocínio científico de um misticismo conspiratório, paranoico e racista.

Os cientistas de Hitler tinham três objetivos: pesquisar o alcance territorial do espírito da «raça germânica», investigar e recuperar as tradições alemãs e difundir a cultura tradicional alemã entre a população. Sob a capa da antropologia, da arqueologia e da medicina, escondia-se uma ferramenta de propagação da política racial nazi, que combinava ocultismo, pseudociência e ideologia e procurava reunir evidências (ou falsificá-las) que fundamentassem a ideologia nacional-socialista e justificassem as Leis de Nuremberga. Nas palavras de Eric Frattini: «Só entendendo as raízes do mal poderemos descobrir mais depressa os sinais de alerta que milhões de alemães não detetaram, ou não quiseram detetar, até ser demasiado tarde.»

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