«Nem nos meus sonhos mais descabidos teria imaginado que seis anos volvidos seria o primeiro aluno italiano a concluir cinco percursos universitários paralelos com nota máxima. Contudo, posso assegurar-vos, caríssimos leitores, que esse resultado não assentou num qualquer superpoder exclusivo.» Mas se Giulio Deangeli não é um sobredotado, então qual o segredo que o parece deixar imune a esta era da desatenção em que se somam relatos de dificuldades em fixar conceitos?
Em O Método Infalível, o jovem investigador de neurociências em Cambridge afirma que estamos todos por natureza sujeitos a sermos «vítimas das numerosas ciladas armadas pelo nosso próprio cérebro» e revela-nos um método que permite que as noções fiquem «impressas» na nossa mente de forma infalível. «Nem todos seremos cientistas da aprendizagem, mas todos podemos ser estudantes devoradores de conhecimento.»
Além deste método de aprendizagem, baseado em mnemónicas – como a conversão fonética ou o uso de esquemas e truques para se automotivar a estudar e a aprender mais rapidamente –, o autor sublinha, numa visão holística, a importância de mecanismos subjacentes, como a memória, a recuperação, a leitura, a motivação, sem esquecer outros aspetos, como o sono, a atividade física ou a gestão do stresse.
Muito crítico da forma como é ministrado o ensino, o autor afirma que a releitura incessante, baseada na convicção de que a memória funciona como «uma espécie de gravador de vídeo», representa «uma violenta bofetada no rosto da ciência». Argumento que faz deste um livro para estudantes, mas também para pedagogos e para comunidade em geral.