Estamos no mundo da Bassa italiana, impetuoso e sanguíneo, e perante os seus dois protagonistas: o padre Dom Camilo – por vezes intempestivo na sua missão pastoral – e Peppone, o presidente de Câmara comunista, sempre pronto a ignorar – quando se trate de casos de consciência – as diretivas do partido.
Nesta história situada no período do pós-guerra, e onde, entre rivalidades e ressentimentos persistentes, dilemas éticos e proclamações de ultimatos que nunca se concretizam, Giovannino Guareschi pinta em Dom Camilo e o Seu Pequeno Mundo, com grande sensibilidade, um retrato dos conflitos entre o Estado e a Igreja, as paixões políticas e culturais, e a vida de todos os dias numa pequena vila italiana «da planície paduana que está entre o Pó e os Apeninos».
Publicado pela primeira vez há 75 anos, este livro é um «pequeno mundo» como um conjunto de episódios maravilhosos, lições sábias e não menos comovedoras, nos quais Dom Camilo e Peppone encarnam dois seres humanos de alma pura, que apenas desejam a salvação e o bem-estar dos seus concidadãos. Porque o respeito, a empatia e a amizade nada têm que ver com a cor da bandeira ou da batina.
Este clássico da literatura italiana do século XX, retrato fiel do conflito político, sempre atual, entre o Estado e a Igreja, mereceu destaque cinematográfico em 1952, com realização de Julien Duvivier.
Nas livrarias a 19 de outubro.