1984

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«Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado.»
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SINOPSE

O ano é o de 1984 e o mundo está irreconhecível. Encerrado nos confins do Departamento de Registos do Ministério da Verdade - «uma enorme estrutura piramidal de betão branco cintilante que se erguia a trezentos metros de altura» -, Winston Smith reescreve com mestria o passado, de forma que este se adapte às necessidades do Partido. No seu íntimo, contudo, Smith rebela-se contra a ordem totalitária que domina a sua vida, que exige obediência absoluta e que o controla através dos telecrãs - «enquanto permanecesse no campo de visão da placa metálica, poderia ser não só ouvido, como visto» -, o jugo do olho vigilante do Grande Irmão, personificação simbólica do líder do Partido. O diário que Smith está prestes a iniciar é decididamente contra as regras - a vigilância em massa é a única lei e a Polícia do Pensamento tem como função garantir que o pensamento individual é totalmente erradicado -, mas, assim que começa a escrever, a semente de revolta começa a brotar dentro de si.

Na sua ânsia por verdade e por liberdade, Smith conhece Julia, e ambos se apaixonam. Dão início a um romance secreto, e proibido, mas já nada pode ser mantido em segredo e ambos serão forçados a enfrentar consequências mais aterradoras do que qualquer um deles poderia imaginar.

«A distopia é o retrato do nosso futuro?», questiona Francisco Louçã no prefácio desta edição especial. Agora com o traço genial das ilustrações de André Carrilho, 1984, obra-prima de George Orwell, é talvez o mais imortal dos romances do século XX. A sua relevância faz prova da vitalidade da escrita de Orwell e a obra permanece como um alerta cujo ímpeto cabe a todos nós preservar.
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Reflexões sobre o Presente e Futuro
Jacqueline Miranda - Livreiro Castelo Branco - 16/02/2024 | 2024-02-16
Essa obra me impactou profundamente pela sua atualidade atemporal. Ao mergulhar nas páginas deste livro, senti-me confrontado com reflexões íntimas sobre o poder do estado, a manipulação da verdade e a perda das liberdades individuais. A distopia descrita por Orwell ecoa de forma assustadoramente próxima com questões contemporâneas, como vigilância digital e controle da informação. A leitura deste livro me fez refletir sobre a importância da resistência e da defesa dos direitos individuais em um mundo cada vez mais tecnológico e monitorado.

DETALHES DO PRODUTO

1984
de George Orwell
ISBN: 9789722541121
Edição/reimpressão: 11-2022
Editor: Bertrand Editora
Código: 000173002067
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 236 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 368
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Romance
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

sobre George Orwell

Nascido em junho de 1903, no início de um século marcado por duas guerras mundiais, o estalinismo e o nazismo, George Orwell resume na sua obra os sonhos e pesadelos do mundo ocidental nesse período.
Nasceu Eric Arthur Blair em Motihari, na Índia Britânica. O pai era um funcionário subalterno inglês e a mãe tinha origem francesa.
Após o regresso dos pais a Inglaterra, estudou na escola Henley-on-Thames, onde se distinguiu pela relativa pobreza e pelo brilhantismo intelectual.
Frequentou depois duas importantes escolas inglesas, Wellington e Eton College, onde teve como colegas Cyril Connolly e Anthony Powell. Aldous Huxley foi seu professor. Mais tarde Orwell resumiu essa experiência como "cinco anos num banho tépido de snobismo". Mas foi nessa época que conheceu duas obras que o influenciaram, A Ilha do Doutor Moreau, de H. G. Wells, e O Tacão de Ferro, de Jack London.
Ao abandonar Eton, decidiu não ir para Oxford e entrar na polícia birmanesa, embarcando para as Índias. Nos cinco anos que se seguiram, descobriu a realidade do imperialismo e recolheu material para Dias Birmaneses e para ensaios tão originais como "Matar Um Elefante" e "Um Enforcamento".
Regressado à Europa, frequentou os bairros pobres de Londres, instalando-se em Paris na Primavera de 1928. Atingido por uma pneumonia, foi internado num hospital, cujas condições terríveis inspiraram o ensaio "Como Morrem os Pobres". A convivência com os pobres e os vagabundos forneceu-lhe material para Na Penúria em Paris e em Londres, que publicou em 1933 com o pseudónimo George Orwell.
Em 1936, o Left Book Club propôs-lhe escrever um livro sobre as condições dos operários no Norte do país. Partilhou a vida dos mineiros e confirmou as suas convicções socialistas. Escreveu numerosos artigos numa abordagem que considerava "semi-sociológica", casou com Eileen O'Shaughnessy e correspondeu-se com Henry Miller, que apreciava a sua obra e ironizava com o seu idealismo. Em 1937, decidiu combater em Espanha ao lado dos republicanos, mas, em vez de se juntar às Brigadas Internacionais, ingressou na milícia do POUM, um grupo marxista heterodoxo, lutando na frente de Aragão. Foi ferido, assistindo na convalescência à eliminação pelo Partido Comunista, apoiado pela URSS, das milícias anarquistas e do POUM. Descreveu essa experiência em Homenagem à Catalunha (1938), que lhe valeu inúmeras calúnias.
Em 1939, começou por se opor à participação da Grã-Bretanha na guerra, mas depressa se voltou contra os pacifistas, acusando-os de fazerem o jogo de Hitler. A partir de 1940, fez crítica teatral e de cinema, colaborou na Partisan Review e escreveu notáveis ensaios literários sobre Dickens, Tolstoi e Shakespeare. Em 1942-43, trabalhou para o serviço indiano da BBC, uma experiência que acabaria por o dececionar.
Em 1945, publicou Rebelião na Quinta, que, com Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, seria um libelo contra o totalitarismo estalinista que ameaçava a Europa. Em junho de 1944, o seu apartamento foi destruído nos bombardeamentos de Londres.
Em 1945, após a derrota de Hitler, foi correspondente do Observer em França e na Alemanha. Foi nesse período que a sua mulher faleceu durante uma operação. Em 1948, terminou Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, escrito ao longo de vinte e sete meses, marcados por internamentos em sanatórios por causa da tuberculose.
Em outubro de 1949, casou com Sonia Brownell. Morreu no ano seguinte. Tinha 46 anos.
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