Um Escritor Confessa-se
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SINOPSE
Um Escritor confessa-se é um registo autobiográfico que se reporta à sua juventude. Começa com a sua chegada a Lisboa (em 1906) depois da expulsão do Seminário de Beja e dá-nos conta, na primeira pessoa, de um tempo tão empenhado politicamente como aventuroso. Aquilino divide-se entre a escrita de opinião (com artigos em diversos jornais da épocas) e a escrita de ficção, também essa de propaganda republicana e de crítica corrosiva às figuras de regime monárquico. Activista da causa republicana, vê-se envolvido num incidente (explosão de caixotes explosivos armazenados em sua casa que mata dois correligionários seus) que o leva à prisão, da qual se consegue evadir em situações rocambolescas. Depois de alguns meses de clandestinidade, exila-se em Paris, onde cursará Filosofia na Sorbonne.
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CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Um Escritor Confessa-se foi escrito em 1960, e esteve para ser publicado em 1961, mas Aquilino «entendeu prudente adiar a publicação até uma altura em que o gado não andasse tão mosqueiro» - são palavras de seu filho, Aquilino Ribeiro Machado, no preâmbulo aos inéditos -, razão pela qual a obra deveio póstuma. No seu estilo tão característico, nestas páginas mais cosmopolita que regionalista, Aquilino passa em revista os anos da infância e juventude rebelde: o conceito jansenista da vida sacerdotal, a Lisboa finissecular, a estúrdia boémia, rituais carbonários, mistérios da Alta Venda, a burundanga das cadeias civis, os interrogatórios da polícia, as fugas da prisão, o Regicídio, a violência nefanda, catilinárias contra a Casa de Bragança, recordações de Paris, evocações da primeira mulher, etc. Pudessem todos os escritores ter tanto para contar. Num artigo famoso, publicado na morte de Aquilino, Jorge de Sena disse que ele era «um escritor [criado] à custa da realidade.» Este livro ajuda a conferir.»
Eduardo Pitta, Público
Eduardo Pitta, Público
"Trata-se, com efeito, de um livro muito importante na obra magistral de mestre Aquilino. Não só porque conta a sua vida, desde a expulsão, por falta de vocação, do Seminário de Évora, em que estudava, até aos seus primeiros e aventurosos passos na Lisboa de princípios do século XX. Nas redacções dos jornais republicanos em que colaborou, sem chegar para o seu sustento, os livros que traduziu, sem que o seu próprio nome figurasse na portada, nas pensões manhosas em que se alojou e fez relações com republicanos, maçons, carbonários e anarquistas, tenso participado na boémia pataqueira - e um tanto sórdida - dessa Lisboa, tão diferente da sua aldeia, nas conspirações contra o «ditador» João Franco e o juiz Veiga, sem excluir o «Marquês da Bacalhoa», que não era outro senão o odiado D.Carlos, retratado, com ferocidade e desdém, no livro - best seller do tempo, hoje quase esquecido, mas que merece ser lido - de António de Albuquerque…"
Mário Soares in Prefácio
Mário Soares in Prefácio
DETALHES DO PRODUTO
Um Escritor Confessa-se
ISBN:
9789722516921
Edição/reimpressão:
02-2008
Editor:
Bertrand Editora
Código:
017300000677
Idioma:
Português
Dimensões:
149 x 236 x 25 mm
Encadernação:
Capa mole
Páginas:
376
Tipo de Produto:
Livro
Classificação Temática:
Livros > Livros em Português > Literatura > Biografias
Idade Mínima Recomendada:
Não aplicável
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Um Escritor Confessa-se
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