Quando os Lobos Uivam
Homem vivido e culto devido, segundo o próprio, aos muitos livros que por lá havia lido, Manuel tem uma visão abrangente e um sentido de justiça que rapidamente o fazem cair nas boas graças do povo. Toma então o partido da sua gente, pessoas honestas e humildes que trabalham de sol a sol, mas que não deixam de viver em condições miseráveis.
A revolta acaba por suceder e, entre mortos e feridos, tudo acaba numa caçada aos homens por parte da polícia, que leva muitos homens à prisão acusados de serem instigadores e cérebros da revolta. O Estado mostra então todo o seu esplendoroso poder.
Uma representação da saga dos beirões na defesa dos terrenos baldios perante a ditadura do Estado Novo, cuja primeira edição seria apreendida pela censura, valendo a Aquilino Ribeiro um processo que se arrastou durante mais de dois anos.
Prefácio de José Pacheco Pereira
Introdução de Henrique Monteiro