2021-04-28

A prisão de viver no limite

O que é que Marilyn Monroe, Janis Joplin e Amy Winehouse tinham em comum? A pergunta é lançada pelo psiquiatra João Carlos Melo no seu novo livro, Reféns das Próprias Emoções – Um Retrato Íntimo das Pessoas com Personalidade Borderline, que ajuda a compreender melhor quem tem de viver com esta perturbação tão angustiante. «Elas eram excessivas, intensas. Viviam sempre no limite. As relações que estabeleciam eram dramáticas e tumultuosas. Tinham atitudes autodestrutivas. Agrediam-se a si próprias de formas variadas», descreve o autor, que propõe um olhar mais humano, mais terno e mais esclarecido sobre estas pessoas.

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Depois de ter abordado o narcisismo no seu primeiro livro, Nascemos Frágeis e Recebemos Ordens para Sermos Fortes, João Carlos Melo volta-se agora para uma condição muito pouco conhecida, apesar de surgir retratada frequentemente no cinema ou na televisão, por exemplo nos filmes Vida Interrompida, Guia Para Um Final Feliz e Diamante Bruto.

Adequado quer ao perito, quer ao leigo, Reféns das Próprias Emoções debruça-se sobre a psicologia e a natureza humanas, com uma linguagem acessível e uma escrita sensível e empática. Os pacientes com perturbação borderline da personalidade são pessoas incompreendidas, como incompreendida é a doença que as faz sofrer. Que doença misteriosa é esta, definida com tanta imprecisão, tantas vezes ignorada ou esquecida e, contudo, capaz de gerar reações viscerais tão consistentes entre os profissionais de saúde que com ela se cruzam? E o que nos podem ensinar estes pacientes sobre o fascinante mundo da psiquiatria e sobre os mistérios da nossa mente? Reféns das Próprias Emoções chega às livrarias a 6 de maio.

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