2025-01-29

António Costa Silva faz um balanço da sua experiência governativa e reflete sobre os desafios de governar no século XXI

O estratega do Plano de Recuperação e Resiliência – o famoso PRR –, e ministro da Economia e do Mar do terceiro governo de António Costa, escreve sobre as suas experiências de âmbito governativo e empresarial numa abordagem que pretende ser construtiva. Nas livrarias a 13 de fevereiro.

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Em 2020, António Costa Silva apresentou a Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030. O primeiro-ministro António Costa designou-o como «engenheiro que é poeta» e explicou que o desafio ao seu conselheiro tinha como objetivo «emprestar às políticas públicas o rigor da engenharia, mas também a imaginação da poesia». Em 2022, passou a governante quando tomou posse como ministro da Economia e do Mar do XXIII Governo Constitucional, cargo que desempenhou durante dois anos. Agora, conta em livro como foram ambas as experiências.

Governar no Século XXI: Desafios, Soluções, Liderança começa por narrar a fase em que o autor foi convidado por António Costa a preparar uma visão estratégica para a recuperação e o desenvolvimento da economia portuguesa para 2030 e dá-nos a explicação das bases dessa mesma estratégia. Depois, relata como foi o período em que esteve em funções governativas. «O que esta obra traz é uma reflexão sobre essa experiência, é uma devolução ao país do que aprendi, do que vi, do que observei e do que fiz. É a prestação de contas como cidadão que, durante algum tempo, teve a oportunidade de exercer funções políticas e de se confrontar com a dificuldade de ser político», escreve o autor na introdução.

«O foco do livro está no balanço da minha experiência governativa, no funcionamento da Administração Pública, nos princípios de gestão em que assenta, nas fragilidades que revela em termos de agilidade e flexibilidade para responder às exigências de um mundo cada vez mais veloz, nos desafios da execução das políticas públicas e dos projetos, na cultura instalada.»

Com uma experiência de mais de três décadas no meio empresarial, o autor traça várias considerações sobre a gestão do Estado. António Costa Silva afirma que «gerir uma empresa é diferente de gerir a Administração Pública» e rejeita a ideia «de que o que se faz nas empresas é bom e o que se faz no Estado não é», por não traduzir a realidade. Lembra que o primeiro convite surgiu em plena pandemia de covid-19 e que o Governo que integrou tomou posse logo após o início da guerra na Ucrânia, dois acontecimentos que viriam a mudar o panorama internacional e, por consequência, também o nacional. Ao longo de sete capítulos e mais de 300 páginas, o autor propõe-se vários objetivos e reflexões e reserva a última parte do livro para escrever sobre o futuro.

A obra chega às livrarias no dia 13 de fevereiro.