«Pynchon é provavelmente o melhor de todos os grandes romancistas norte-americanos vivos.» As palavras de Harold Bloom, durante anos o mordomo do cânone, ajudam a situar a dimensão de Thomas Pynchon, um autor que trilhou, desde o primeiro livro, um caminho sem igual até se tornar um gigante da literatura americana. Finalista do National Book Award em 1964, V. é um primeiro romance brilhante, uma sensacional porta de entrada que revela o génio que viria a caracterizar as obras posteriores do autor, em particular Arco-Íris da Gravidade.
Com uma imaginação criativa que não conhece limites, esta é uma história sobre dois homens, uma misteriosa mulher e o século XX, que consegue conter nas suas páginas a brutalidade, a beleza e a multiplicidade do mundo moderno. Esgotada a edição anterior da Bertrand Editora, V. regressa a 23 de abril às livrarias com uma nova capa, na tradução de Salvato Teles de Menezes.
Nesta incrível e estranhamente vertiginosa aventura, há três protagonistas: Benny Profane, que, como nunca teve muito a perder, nunca procurou por nada; Herbert Stencil, que procura algo que acredita ter perdido; e V. Mas quem, onde ou o que é V.? V. é uma mulher, mas também todas as mulheres. Uma cidade, um reino imaginário, um clube de jazz, um rato nos esgotos de Nova Iorque. É a obsessão que atormenta os seres humanos do princípio ao fim dos tempos. É a réstia de luz para a qual devemos tender, num beco que parecia sem saída. E se V. não for, afinal, nada menos do que a chave para explicar o caos que todos conhecemos?
Abrangendo quase seis décadas, serpenteando por várias paragens e repleto de personagens excêntricas, V. é um marco absoluto da literatura norte-americana contemporânea, um clássico abismal, irreverente e, a espaços, hilariante, que apresentou ao mundo a mão de mestre de Thomas Pynchon. Este romance, publicado pela primeira vez em 1963, é considerado uma excelente introdução ao estilo único do autor e à sua análise implacável, mas sempre fascinante, da vida moderna.