2022-06-14

A queda dos pequenos impérios que fazem o mundo girar

Investigação sobre o impacto desta perturbação que rivaliza com a das alterações climáticas por Oliver Milman, em «A Crise dos Insetos»

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O primeiro indício do cataclismo foi o silêncio aziago. Com as suas bandas sonoras enfraquecidas, as regiões rurais, os jardins suburbanos e os parques urbanos tornaram-se imitações sem vida de si próprios. Já não se ouvia o zumbido de uma abelha, o cricrilar metronómico de um grilo, o zunido incómodo de um mosquito.

 

O leitor imerge na nova obra de Oliver Milman com um cenário distópico de um mundo sem insetos e consequências inimagináveis: a alimentação animal, a queda da cadeia alimentar, o amontoar de carcaças de animais, a inexistência de alimentos por falta de polinização, as doenças por má nutrição, o aumento drástico da mortalidade. A Crise dos Insetos, disponível nas livrarias a 23 de junho, explora minuciosamente o impacto dos minúsculos impérios no mundo.

 

Fruto de uma investigação sólida e informativa, Oliver Milman fala com cientistas e entomologistas que estudam esta catástrofe à escala planetária e questiona-se por que motivos essas criaturas extraordinárias estão a desaparecer, quais as consequências da diminuição das suas populações e o que se pode fazer para conter a perda dos impérios em miniatura que sustentam a vida como a conhecemos.

 

Porque a maior parte da agricultura conta com os insetos para a polinização, porque estes são uma fonte de alimento essencial para pássaros e peixes e porque muitas das suas espécies são responsáveis pela limpeza de rios e lagos, tornando-se um suporte fundamental para a manutenção da vida na Terra, especialmente a humana, Oliver Milman apresenta esta obra essencial não apenas como ferramenta de alerta para este desastre ambiental iminente, mas também como uma celebração da incrível variedade do mundo dos insetos.

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