2022-10-05

O olhar humanista por trás do génio científico

«A Minha História na Física», de Giorgio Parisi, Prémio Nobel da Física de 2021

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O Prémio Nobel da Física 2021, Giorgio Parisi, traz-nos A Minha História na Física – O voo dos estorninhos e outros sistemas complexos, uma viagem à mente genial de um físico que pesquisou e procurou definir as regras de sistemas complexos, pois para ele os sistemas simples sempre pareceram demasiado aborrecidos.

 

Com prefácio do cientista Carlos Fiolhais, este livro é um relato, pleno de honestidade, da experiência científica de um grande investigador que escreve com domínio do conhecimento, mas com a facilidade e a simplicidade que só os grandes especialistas conseguem conferir aos seus textos.

 

A curiosidade científica e o seu fascínio pelos sistemas complexos levam-no a interrogar-se sobre os fenómenos à sua volta: «Ao pôr do sol, podemos observar os bandos que formam imagens fantasmagóricas, milhares de manchas negras dançantes que contrastam com um céu de cores variáveis. Vemo-los a mover-se todos juntos sem entrechocarem nem se dispersarem, ultrapassando obstáculos, afastando-se e depois voltando a juntar-se, reconfigurando continuamente a sua disposição espacial, como se houvesse um maestro a dar ordens que são seguidas por todos os membros da orquestra. Podemos passar um tempo infindo a observá-los, já que o espetáculo se renova sempre de formas diferentes e inesperadas. Por vezes, mesmo diante desta beleza pura, vem ao de cima a deformação profissional do cientista e passam-lhe muitas perguntas pela cabeça. Existe mesmo um maestro ou o comportamento coletivo é auto-organizado? Como é que a informação se propaga velozmente por todo o bando? Como podem as configurações mudar tão rapidamente? Como se distribuem as velocidades e as acelerações das aves? Como conseguem guinar todas ao mesmo tempo sem chocarem umas com as outras? Basta haver algumas regras simples de interação entre os estorninhos para gerar movimentos coletivos tão articulados e variáveis como os que observamos nos céus de Roma?»

 

Segundo Fiolhais, no prefácio: «Estou certo de que a leitura deste livro (…) vai contribuir para alargar a cultura científica nacional.» Nas livrarias a 13 de outubro.

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