2026-03-27

Podemos ser o fruto da semente da maldade ou aprendemos a sê-lo?

«Menina Má», de William March, é um clássico do thriller sobre uma criança que consegue escapar impune de tudo. Até de um homicídio.

Partilhar:

Nascemos todos inocentes e somos corrompidos pelo mundo à nossa volta ou a maldade pode ser uma semente que carregamos dentro de nós, capaz de brotar mesmo na mais adorável das crianças? É a premissa de Menina Má, de William March, um thriller sobre uma criança que consegue escapar impune de tudo. Até de um homicídio.

 

Polémico e mais atual do que nunca, este clássico do thriller tem como protagonista Rhoda Penmark. Aos oito anos, esta criança é a imagem perfeita da inocência, desde o cabelo impecavelmente arranjado aos vestidos de algodão delicadíssimos. Contudo, uma série de acontecimentos terríveis faz com que a mãe se comece a questionar: por que razão parecem acontecer coisas más quando a filha está por perto?

 

Finalista do National Book Award e um clássico com mais de um milhão de exemplares vendidos, Menina Má chega pela primeira vez a Portugal a 2 de abril. Originalmente publicado em 1954, elogiado por Ernest Hemingway, John dos Passos, Carson McCullers ou Eudora Welty, este livro, o último romance de William March, tornou-se imediatamente um bestseller. Foi adaptado para a Broadway e transformado num filme de culto, nomeado para os Óscares dois anos depois.

 

Pioneiro, com grande densidade psicológica e enormes doses de suspense, Menina Má é um incrível retrato do mal sob o resguardo de um rosto inocente, e fornece ao leitor uma visão perturbadora sobre a psicopatia infantil. Rhoda Penmark, a protagonista desta obra fundamental do thriller psicológico, serviria de inspiração para personagens clássicas deste género, como Damien (The Omen), Chucky (O Boneco Diabólico), Annabelle (The Conjuring), Samara (The Ring) ou Dexter.