Umberto Eco, Jorge Luis Borges, Isidoro de Sevilha, Francis Bacon, homens da literatura que sonharam, leram, escreveram e colecionaram obras inigualáveis. E, agora, junta-se a esta lista um nome improvável, que viajou obsessivamente por toda a Europa em nome desta paixão. Em O Memorial dos Livros Naufragados, Edward Wilson-Lee revela a história de Hernando Colón, filho ilegítimo de Cristóvão Colombo cuja grande aventura foi criar a maior biblioteca do mundo.
Em pleno século XVI, e depois da morte do seu pai, Hernando Colón decidiu continuar – e superar – a campanha do pai para explorar as fronteiras do mundo conhecido, construindo uma biblioteca que recolheria tudo o que fora impresso até então: uma vasta exploração organizada por resumos e catálogos, o primeiro motor de busca para a diversidade explosiva de matéria escrita à medida que a imprensa proliferava por toda a Europa.
Hernando acumulou inquieta e obsessivamente a sua coleção, assumindo que uma biblioteca de conhecimento universal deve incluir «todos os livros, em todas as línguas e sobre todos os assuntos». A perda de parte da sua coleção num desastre marítimo, em 1522, desencadeou a luta final para completar este projeto sublime, uma corrida contra o tempo para realizar uma visão da perfeição quase impossível.
O relato de Edward Wilson-Lee sobre a vida de Hernando é um testemunho da bela loucura dos amantes de livros, um mergulho na revolução da informação da Europa do século XVI, e um reflexo da paixão e das intrigas que estão por trás das nossas próprias tentativas de trazer ordem ao mundo de hoje.
Considerado o Melhor Livro do Ano pelo Financial Times, New Statesman, History Today e The Spectator, esta obra foi também distinguida com o Prémio Pen Hessell-Tiltman.