2026-08-03

«O Dom das Mulheres»: uma poderosa celebração da irmandade feminina

A Itália do século XX vista pelos olhos das mulheres que a viveram.

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O Dom das Mulheres, romance de estreia de Antonella Mollicone que é uma poderosa celebração da irmandade feminina e da liberdade das mulheres, chega às livrarias portuguesas a 13 de agosto. A ligação entre a autora e a história que conta é profunda: Mollicone nasceu e ainda vive na aldeia que inspirou esta saga familiar, o que lhe confere uma autenticidade única.

 

O Dom das Mulheres tem uma narrativa baseada em factos reais e alvo de mais de dez anos de pesquisa por parte da autora. «Comecei a escrever este romance aos onze anos. Num caderno quadriculado apontei os primeiros fragmentos da história da minha família e da minha terra», revela Antonella Mollicone.

 

De todos os cadernos e de toda a pesquisa nasceu este romance, que percorre, com emoção e verdade, meio século de história: do fascismo à Segunda Guerra Mundial, da guerra ao renascer de um país e de cada mulher que nele resistiu. Um elemento central na narrativa é a Roda, um grupo de mulheres que se reúne para partilhar dificuldades, saberes e conselhos, sem medo de julgamentos ou da rejeição. Ricas ou pobres, jovens ou mais velhas, todas as mulheres encontram refúgio e força na Roda, unidas por uma solidariedade passada de mão em mão entre gerações. É nesta Roda, local onde o mundo dos homens se cala, que nasce, de facto, a verdade das mulheres, a sua liberdade. A sua voz.

 

A Roda torna-se, assim, o símbolo da resistência das mulheres, que encontram na união a força para escolher o próprio destino, muitas vezes desafiando as limitações impostas por uma sociedade dominada pelos homens. É lá que se refugiarão Camilla, a mais nova dos Maletazzi, senhores do palácio mais belo da aldeia, e, depois dela, a sua filha Viola, criada entre as ruínas da guerra e a promessa de um novo começo, uma mulher que quer estudar, quer escolher, quer ser livre. Esta é também a sua história.