2020-09-04

Sylvain Tesson viaja até ao Tibete em busca de um animal à beira da extinção

A Pantera-das-Neves é o primeiro dos seus livros publicados em Portugal e foi distinguido com o Prémio Renaudot 2019, um dos mais renomados da literatura francesa.

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Quando o fotógrafo da vida selvagem Vincent Munier convidou Sylvain Tesson a acompanhá-lo ao Tibete numa tentativa de avistarem a esquiva pantera-das-neves, estava longe de imaginar o impacto que a viagem teria para o escritor e aventureiro. A Pantera-das-Neves chega às livrarias a 4 de setembro. “Um elogio da paciência, da natureza selvagem e da beleza”, descreve o crítico literário François Busnel.

 

A pantera-das-neves é um animal em vias de extinção, chegou a julgar-se extinta. No Tibete, vive nos planaltos, e, quando raramente se deixa avistar, é sempre no inverno, a quatro ou cinco mil metros de altitude. Durante a viagem, conforme se afastam da presença humana, a natureza fica mais vibrante de vida selvagem, protegida dos efeitos nefastos da civilização, e a viagem torna-se uma exploração interior pela contemplação, pelo silêncio e por um outro ritmo de vida e vê-se por fim frente a frente consigo próprio.

 

Sylvain Tesson, enérgico e habituado ao ritmo frenético da cidade, partilha o seu olhar mágico e reflexivo sobre a relação dos homens com a natureza e as consequências desastrosas das suas atividades sobre o reino animal. Pelo Tibete, acompanhado pela contemplação de Vincent, com boas hipóteses de regressar de mãos vazias, envolvido pelos seres vivos que ali habitam, Sylvain Tesson imagina a possibilidade de um outro ritmo de vida. Uma aventura singular, combinando a incessante procura por este animal raro, com uma poderosa reflexão espiritual e introspetiva da condição humana.

 

Um livro que cria espaço para respirar e para pensar.

 

«Sylvain Tesson está à espreita. Ele aguarda uma aparição: a da pantera-das-neves. Nesta demanda, há uma sede de purificação e do absoluto. O escritor vive no mundo como poetaÉtienne de Montety, Le Figaro Littéraire

 

«O antídoto perfeito para o frenesi contemporâneoLa Vie

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